Song Book 2.0

Apenas minhas histórias e mais algumas coisas.

Archive for the ‘MagazineTXT’ Category

meus textos.
Alguns rascunhos, outros prontos.

Projetos

Posted by carloshenrique em julho 17, 2007

Estou escrevendo um conto chamado coração aprisionado, tem sido uma boa experiência. Ainda não vou falar sobre o que é a historia, não existe a palavra estória ok?

 Já tenho um final que não é feliz, não que eu precise de um final feliz para a historia, mas acredito que as pessoas precisam.

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Segundona

Posted by carloshenrique em julho 9, 2007

Sabe sempre tenho uma sensação de ressaca na segunda-feira e olha que não bebo.  Penso que essa “ressaca” vem da própria segunda, dia que todas as pessoas acordam com suas caras amarrotadas e com saudades das coisas boas que passaram no fim de semana. Das cantadas que deram certo, das transas que conseguiram, dos compromissos e festas onde foram e que foram um sucesso.

Mas na segunda, eles são tomados pela saudade dessa euforia e são obrigados a entrarem nos seus carros e ouvirem os radialistas berram: 

– Amimo gente que hoje é segunda!!!!!!!!!!!!!!!

Honesto mesmo foi Garfield que dizia em bom tom

          Odeio segunda-feira!!!!

 Penso logo vai ser instituída uma síndrome depressiva que só dura na segunda-feira. Vão escrever vários filmes e cursos sobre como tornar a sua segunda mais legal ou menos pesada.  Só que eu estou bolando um plano para superar minha síndrome/ressaca, consiste em pensar apenas duas coisas:

1)       Segunda passa rápido

2)       Penso nas coisas que me dão alegria.

Vamos ver no que dá.

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Saudades

Posted by carloshenrique em junho 27, 2007

Sexo, que saudade. Sinto falta, sinto muita falta.

Sinto falta da intimidade, do toque, dos abraços, do suor, das mãos, dos pelos, do medo, dos beijos, dos carinhos, de ficar sem fôlego, da camisinha.

Sinto falta da excitação em tirar a roupa juntos, de ir para cama, de deitar no chão, de sentar no sofá, de ficar deixado do chuveiro.

Sinto falta da conversa, das risadas, do silêncio, da conchinha, dos beijos, das juras, do boa-noite, do bom-dia, do adeus, do foi bom.

Não gosto mais de dormir sozinho na minha cama, ela está tão grande e tão fria. Não gosto mais do meu quarto que é só meu. Estou infeliz ao acordar sozinho e tomar café sozinho.

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Um caso real

Posted by carloshenrique em junho 25, 2007

Uma história real, juro que não é comigo.

Tenho uma amiga, que vou chamar de Sofia, é por causa dela que tive alguns impulsos, mas isso é história antiga. Ela tem um rolo com um cara que vamos chamar de Marcos e segunda ela, ele é inteligente, simpático, tem bom papo, divertido, carinhoso, inclusive na cama. Ela até poderia ter um lance mais sério com ela, se não fosse o Pedro.

Pedro trabalha na academia onde ela malha, segundo a própria, ele é o oposto de Marcos. Nem sabe por que esta ficando com ele. Saber ela sabe e me confessou:

“Carlos, o sexo é tão bom e que corpo! Eu fico cansada quando transo com ele.”

Mas e o papo? “Fraco, bem fraco. Mas não quero papo com ele.”

Pode parecer um clichê bem clássico, escolher entre o corpo e a mente, entre o tesão e o sentimento. Mas a bem da verdade Sofia não gosta realmente dos dois, ela pode quer ter na verdade uma soma dos dois. Um amigo de papo e um amigo de fodeção.

Porém não posso terminar este texto, sem pensar que deve ser muito gostoso e até mesmo tentador passar por uma situação dessas. Mas ainda acredito que o relacionamento é melhor.

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Por que viver é como jogar Sodoku (pelo menos para mim)

Posted by carloshenrique em junho 25, 2007

Eu faço terapia há três anos, tudo começou por causa do meu último relacionamento e do emprego que tinha naquela época. De comum ambos destruíram minha auto-estima, que já era frágil, ficou aos pedaços. O motivo que levou a ter uma auto-estima baixa um dia eu espero contar aqui, apesar de achar que mesmo que eu seja capaz seria uma bobagem contar o motivo e até mesmo um certo exibicionismo.

Acreditei que na terapia teria uma resposta rápida para os meus problemas, ledo engano. O que tive foi mais questionamentos sobre a minha vida e meu modo de viver do que respostas para as questões que me tinham me levado até lá.

No trabalho não foi difícil resolver, bastou um novo emprego, uma dedicação maior, a terapia e agora sou um profissional mais confiante. A questão ainda pega é com a minha falta de ser capaz ter e manter relacionamentos.

Outro dia conheci certo cara que poderia dar certo, que mexeu comigo. Mas a cada vez que ele investia, eu retraia. Ele queria e eu fugia, até que não teve outro resultado senão o fim. Detalhe, de algo que nem tinha começado.

Não sei como realmente vou terminar, se é que alguém sabe. Estou aqui batendo estas teclas e tentado dar um rumo.

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Nomes

Posted by carloshenrique em junho 21, 2007

Alguns anos atrás, eu estava assistindo a MTV, veja como isso faz tempo, afinal estamos falando da época que a MTV era assistível. Quando uma determinada pessoa dava seu depoimento sobre a vida, eu nem me prestaria muito atenção. Afinal é raro alguém falar algo relevante na TV. Porém quebrei a cara e esta pessoa disse algo que me fez pensar e muito, algo que embora nunca tenha realmente me preocupado, ou melhor, me atingindo. Seria essa a palavra certa? Mas antes que eu de mais voltas, vou tentar contar exatamente o que estava preocupando ele:

“Não sei como denominar a pessoa que me relaciono: namorado, esposo não me serve afinal não sou mulher. Parceiro me parece coisa dados estáticos e discurso de médico.

Amante faz tudo parecer apenas sexo, é nosso relacionamento não se resume apenas sexo. Gostaria de uma palavra que pudesse fazer sentido e que fosse legal”

Lembrei dessa história ontem quando li a expressão mariposo = marido + esposo e achei graça e engraçado. Descobri que precisamos dar nomes as coisas para que tudo na vida tenha um sentido.

Dar nomes é uma maneira de marcar no tempo e no espaço a validade das nossas experiências.

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A falta que faz

Posted by carloshenrique em junho 21, 2007

 

Quem não tem namorado é alguém que tirou férias remuneradas de si mesmo.

Neste poema de Artur da Távola e não de Carlos Drummond de Andrade que virou uma febre nas correntes de e-mails, scraps de orkuts algum tempo atrás me faz pensar sobre a falta que um namorado faz na minha vida.

Tem três anos que estou na mais absoluta “solteirisse”. Nos primeiro ano não senti a menor falta, no segundo um comichão, um mal-estar me incomodava e agora indo para o terceiro ano estou completamente e irredutivelmente convicto que ficar sozinho não trás futuro.

Quero logo conhecer você, cara que está disposto a dividir a vida comigo, que quer aprender, amar, chorar, rir, compartilhar uma parte legal da sua vida.

Não posso terminar sem deixar aqui o peoma que tanto me fez e faz pensar:

Ter ou não ter namorado, eis a questão

Atribuído a Carlos Drummond de Andrade,

mas é de Artur da Távola

Quem não tem namorado é alguém que tirou férias remuneradas de si mesmo. Namorado é a mais difícil das conquistas. Difícil porque namorado de verdade é muito raro. Necessita de adivinhação, de pele, saliva, lágrima, nuvem, quindim, brisa ou filosofia. Paquera, gabira, flerte, caso, transa, envolvimento, até paixão é fácil. Mas namorado mesmo é muito difícil.

Namorado não precisa ser o mais bonito, mas ser aquele a quem se quer proteger e quando se chega ao lado dele a gente treme, sua frio, e quase desmaia pedindo proteção. A proteção dele não precisa ser parruda ou bandoleira: basta um olhar de compreensão ou mesmo de aflição.

Quem não tem namorado não é quem não tem amor: é quem não sabe o gosto de namorar. Se você tem três pretendentes, dois paqueras, um envolvimento, dois amantes e um esposo; mesmo assim pode não ter nenhum namorado. Não tem namorado quem não sabe o gosto da chuva, cinema, sessão das duas, medo do pai, sanduíche da padaria ou drible no trabalho.

Não tem namorado quem transa sem carinho, quem se acaricia sem vontade de virar lagartixa e quem ama sem alegria.

Não tem namorado quem faz pactos de amor apenas com a infelicidade. Namorar é fazer pactos com a felicidade, ainda que rápida, escondida, fugidia ou impossível de curar.

Não tem namorado quem não sabe dar o valor de mãos dadas, de carinho escondido na hora que passa o filme, da flor catada no muro e entregue de repente, de poesia de Fernando Pessoa, Vinícius de Moraes ou Chico Buarque, lida bem devagar, de gargalhada quando fala junto ou descobre a meia rasgada, de ânsia enorme de viajar junto para a Escócia, ou mesmo de metrô, bonde, nuvem, cavalo, tapete mágico ou foguete interplanetário.

Não tem namorado quem não gosta de dormir, fazer sesta abraçado, fazer compra junto. Não tem namorado quem não gosta de falar do próprio amor nem de ficar horas e horas olhando o mistério do outro dentro dos olhos dele; abobalhados de alegria pela lucidez do amor.

Não tem namorado quem não redescobre a criança e a do amado e vai com ela a parques, fliperamas, beira d’água, show do Milton Nascimento, bosques enluarados, ruas de sonhos ou musical da Metro.

Não tem namorado quem não tem música secreta com ele, quem não dedica livros, quem não recorta artigos, quem não se chateia com o fato de seu bem ser paquerado. Não tem namorado quem ama sem gostar; quem gosta sem curtir quem curte sem aprofundar. Não tem namorado quem nunca sentiu o gosto de ser lembrado de repente no fim de semana, na madrugada ou meio-dia do dia de sol em plena praia cheia de rivais.

Não tem namorado quem ama sem se dedicar, quem namora sem brincar, quem vive cheio de obrigações; quem faz sexo sem esperar o outro ir junto com ele.

Não tem namorado que confunde solidão com ficar sozinho e em paz. Não tem namorado quem não fala sozinho, não ri de si mesmo e quem tem medo de ser afetivo.

Se você não tem namorado porque não descobriu que o amor é alegre e você vive pesando 200Kg de grilos e de medos. Ponha a saia mais leve, aquela de chita, e passeie de mãos dadas com o ar. Enfeite-se com margaridas e ternuras e escove a alma com leves fricções de esperança. De alma escovada e coração estouvado, saia do quintal de si mesma e descubra o próprio jardim.

Acorde com gosto de caqui e sorria lírios para quem passe debaixo de sua janela. Ponha intenção de quermesse em seus olhos e beba licor de contos de fada. Ande como se o chão estivesse repleto de sons de flauta e do céu descesse uma névoa de borboletas, cada qual trazendo uma pérola falante a dizer frases sutis e palavras de galanteio.

Se você não tem namorado é porque não enlouqueceu aquele pouquinho necessário para fazer a vida parar e, de repente, parecer que faz sentido.”

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