Song Book 2.0

Apenas minhas histórias e mais algumas coisas.

Sem poder escrever

Posted by carloshenrique em dezembro 16, 2006

Estou sem poder escrever hj, então estou postando um texto que me mandaram via e-mail, sabe vc manda para várias pessoas que mandam para outras várias pessoas.

Não sei a autoria, sem alguém sober deixa no comentário que eu coloco aqui.

Eu sou o garoto que nunca acabou o ensino médio, porque era chamado de ‘viado’ todo dia.

Eu sou a garota posta pra fora de casa porque revelei à minha mãe que era lésbica.

Eu sou a prostituta trabalhando nas ruas porque ninguém contrata uma transsexual.

Eu sou a irmã que conforta o irmão gay ao longo das noites dolorosas.

Nós somos os pais que enterramos nossa filha muito antes de sua hora.

Eu sou o homem que morreu só no hospital porque não deixaram meu parceiro de 27 anos entrar no quarto.

Eu sou o filho de criação que tem pesadelos e acorda com medo de ser levado de seus dois pais, a única família que já tive. Queria que eles pudessem me adotar.

Não faço parte dos sortudos. Me matei algumas semanas antes de acabar o colegial. Era simplesmente muito pra suportar.

Nós somos o casal em cuja cara a mulher da imobiliária desligou, quando dissemos que queríamos alugar um apartamento com um quarto para dois homens.

Eu sou a pessoa que nunca sabe qual banheiro usar para não chamar a atenção da gerência.

Eu sou a mãe que não tem permissão de visitar a criança que criei. A corte diz que não sou uma mãe exemplar pois agora vivo com outra mulher.

Eu sou a vítima de violência doméstica que percebeu que o sistema de apoio se torna instantaneamente frio e distante quando descobrem que minha parceira também é mulher.

Eu sou a vítima de violência doméstica que não tem sistema de apoio para procurar pois sou homem.

Eu sou o pai que nunca abraçou seu filho pois cresci com medo de demonstrar afeição a outros homens.

Eu sou a professora que sempre quis dar aula de ginástica até me dizerem que apenas lésbicas o fazem.

Eu sou a mulher que morreu quando o SUS parou de me dar tratamento assim que perceberam que eu era transsexual.

Eu sou a pessoa que se sente culpada pois acha que seria uma pessoa melhor se não tivesse que lidar com o ódio da sociedade.

Eu sou o homem que parou de frequentar a igreja, não por falta de fé, mas porque fecharam as portas para a minha ‘raça’.

Eu sou a pessoa que tem que esconder aquilo que o mundo mais precisa, amor.

Eu sou a pessoa com vergonha de contar pra meus próprios amigos que sou lésbica, pois eles vivem tirando sarro delas.

Eu sou o garoto amarrado à uma cerca, espancado violentamente e abandonado até a morte porque dois homens heterossexuais queriam me “dar uma lição”.

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